Museu do Futebol reúne colecionadores de cartas de torcidas

Principal método de comunicação das torcidas antes das redes sociais e dos celulares, cartas, selos e papeis timbrados da época viraram itens de colecionador.

Antes dos celulares e da internet, as torcidas organizadas se comunicavam por meio de cartas. Nas décadas de 80 e 90 toda organizada tinha um diretor de relações públicas responsável por escrever e responder cartas das demais torcidas do Brasil, para se comunicar com os sócios e divulgar informações sobre sua própria torcida.

O Museu do Futebol, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, localizou torcedores e colecionadores para contar, em live inédita, como era a comunicação quando as informações não tinham pressa.

Esse modo de comunicação criou grupos de pessoas que colecionaram cartas, que tinham todo um charme, com papeis, adesivos e envelopes timbrados. O bate-papo será no próximo sábado (7), às 11h, com transmissão no YouTube e Facebook.

Participam Cleomar Marques (Força Jovem Goiás), Leo Souza “Moita” (Torcida Máfia Azul), Márcio França (Terror Bicolor), Mario Laki (Camisa 12 do Internacional) e Regis Alves (Cearamor e diretor da ANATORG).

A mediação é de Vitor Canale, doutor em História, mestre em Educação Física e pesquisador de torcidas organizadas de São Paulo.

SOBRE O MUSEU DO FUTEBOL

O Museu do Futebol está instalado em uma área de 6,9 mil metros quadrados sob as arquibancadas do Estádio do Pacaembu. É um espaço interativo, lúdico e multimídia, no qual a história do esporte mais popular do Brasil se confunde com a própria história do país.

É uma iniciativa do Governo e da Prefeitura de São Paulo, com concepção e realização da Fundação Roberto Marinho. Pertence à rede de museus da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e é gerido pelo IDBrasil, Organização Social de Cultura.